Partícula robô

O Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT (CSAIL), a Universidade de Columbia e alguns outros lugares desenvolveram robôs ‘simplificados’ chamado de “partículas”, que, ao se agruparem, formam um cluster de unidades simples. Este, nomeado de “robô particulado”, consegue se mover, transportar objetos e realizar outras tarefas. 

Cada partícula possui formato de um disco, que se apresenta em dois formatos, contraído e expandido, isso ocorre pois, quando juntas, as partículas são vagamente conectadas por ímãs em torno de seus perímetros e cada unidade pode fazer dois movimentos que permitem que as partículas empurrem e puxem umas às outras em um movimento coordenado e assim o cluster segue na direção de fontes de luz (devido aos seus sensores de bordo) e realiza suas tarefas.

Nenhuma das partículas se comunica diretamente ou depende de outra para funcionar, ou seja, as unidades podem ser adicionadas ou subtraídas sem causar qualquer impacto no grupo. Em um artigo publicado na Nature, pesquisadores demonstraram que a aglomeração pode ser composta tanto por duas dúzias de partículas como com até cem mil, além de que, sistemas robóticos assim podem executar tarefas mesmo quando muitas unidades não funcionam corretamente.

Robôs feitos de componentes simplistas, como neste caso, permitem sistemas mais flexíveis e não tão dependentes.

Como próximo passo, os estudiosos querem miniaturizar os componentes para fazer um robô composto por milhões de partículas microscópicas. A esperança é que os coletivos de robôs produzam comportamentos robustos e adaptáveis, assim como acontece na natureza. A tecnologia avança, inovações surgem e o melhor de tudo: em harmonia com os humanos. Nós, tecno-otimistas, estamos cada vez mais animados e confiantes.

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